Nem todos têm acesso

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De acordo com dados divulgados pela ONU aproximadamente um bilhão de pessoas não tem acesso adequado à água, o que significa mais de 10% da população mundial (7,2 Bilhões em 2013 de acordo com a FNUAP).

Essa estimativa contabiliza o consumo mínimo de 20 litros de água por pessoa, o que significa que esse um bilhão de pessoas não tem acesso a essa porção.

Esses dados, que já são alarmantes por si mesmos, tendem a piorar com o cenário atual.  Nosso planeta é constituído por aproximadamente 71% de água. Desse total 97% estão nos oceanos, 2 % nas geleiras e apenas 1% em rios lagos e fontes. Nesses últimos 1% está representada a água para o consumo humano.  O restante ou é de difícil acesso ou é economicamente inviável para abastecer nossas necessidades.   Necessidades essas, que não são poucas, já que o corpo humano tem em sua composição de 70% a 75% de água, uma dependência que dispensa comentários. 

Mas nem mesmo esses números bastante evidentes são suficientes para barrar nosso comportamento inadequado em relação á água; continuamos poluindo indiscriminadamente esse recurso sem nos preocuparmos com as consequências futuras.  A cada dia são lançados milhões de dejetos nos leitos dos rios que incluem desde lixo orgânico a compostos químicos industriais e agrícolas.  Todos os meses são drenados milhares de litros cúbicos de água de poços irregulares sem qualquer fiscalização e planejamento sustentável. A cada ano, novas nascentes acabam sendo destruídas pela exploração dos recursos minerais.  Em períodos sistemáticos acidentes ocorrem em plataformas de extração de petróleo marítimas despejando milhões de litros de petróleo sob os oceanos.

Esse comportamento irresponsável do ser humano, que coloca em risco o planeta e o futuro das gerações pode ser atestado por tragédias como a quase extinção do Mar do Aral, o rompimento da barragem do Fundão em Bento Rodrigues, e a tentativa de desviar o curso do já tão massacrado Rio São Francisco.